“A visualização de dados foi a melhor coisa que aconteceu para a infografia”

Semana passada, Pamplona recebeu a 21ª edição do Malofiej. A frase do título é de Jaime Serra, que abriu o evento. Ano passado ele foi eleito o infografista mais influente dos últimos 20 anos. Serra mostrou alguns dos seus trabalhos mais recentes (com visualização de dados) como Vida sexual de una pareja estable e Excéntricos.

Outra apresentação que teve como foco a visualização de dados foi a da Fernanda Viégas, que ressaltou a importância de mostrar os dados em toda sua glória e buscar sempre reduzir o tempo gasto pelo leitor para entender a proposta do gráfico. Viégas mostrou como funciona o Google+ Ripples, ferramenta que permite esquadrinhar o alcance de uma postagem na rede social, e o projeto Wind Map. Este último mapeia as correntes de vento nos Estados Unidos. Simples de entender e muito bonito.

O NYT foi o grande vencedor da 21ª edição do Malofiej, com sete ouros, um terço do total. No online, o jornal ainda recebeu várias pratas e bronzes. Um passeio. Mas assistindo à palestra do Graham Roberts percebemos que no online poucos estão no nível do jornal americano. Dentre os prêmios, Snow Fall levou o de formato mais inovador, Lolo Jones, cleared for takeoof o principal prêmio para a internet e o especial sobre Olimpíadas recebeu outro.

Quem também falou de infografia interativa foi Wilson Andrews, que apresentou os trabalhos realizados pelo Washington Post durante as eleições americanas de 2012; Stefanie Posavec, que deixou todo mundo boquiaberto com seus lindos infográficos feitos sem programação; e os holandeses Frederik Ruys e Jan Willem Tulp. Tulp mostrou os seus trabalhos recentes, destaque para o que traz a distribuição dos votos pelas cidades holandesas após as eleições de 2012. Ruys, por sua vez, explicou como foi a coleta dados e as soluções visuais encontradas para apresentá-las no programa “Nederland van Boven“.

2 opiniões sobre ““A visualização de dados foi a melhor coisa que aconteceu para a infografia”

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