Portugal entre os 5 países com menos leitos da UE; Brasil é penúltimo entre os BRICS

O governo português decidiu recentemente congelar a contratação de novos leitos para cuidados continuados. Após o Tribunal Constitucional ter rejeitado o Orçamento, o governo de Passos Coelho precisa cortar cerca de 1 bilhão de euros para manter o compromisso com a Troika.

Em meados de 2012 a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um relatório com o número de leitos nos hospital da União Europeia até 2010. Portugal ficou entre os cinco países com menos vagas. Os dados da Grécia e dos Países Baixos são de 2009. Clique na imagem para ver os detalhes.

Taxa de leitos por mil habitantes

Em outro estudo, agora comparando o número de leitos entre os 34 países membros da OCDE (também com dados de 2010), Portugal é o 22º mais bem colocado. Nessa pesquisa muitos países estão com dados defasados: além de Países Baixos e da Grécia, Austrália, Canadá e Estados Unidos apresentam números de 2009, e a Islândia de 2007.

Taxa de leitos por mil habitantes 2

Quando comparamos o número de leitos em 2000 e 2010 na União Europeia, percebemos que há um padrão de queda. Dos 27 países que formam o bloco, apenas a Grécia teve um ligeiro aumento (0,3%), enquanto em outros locais existiu uma queda bruta, como na Letônia (-4,8%). Não estão no gráfico Polônia, Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos, Malta, Irlanda e Reino Unido devido a falta de dados referentes a 2000.

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Entre os países da OCDE, impressiona o crescimento da Coreia do Sul. Além do país asiático e da já citada Grécia, quem também registra crescimento no número de leitos é a Turquia. Destaquei os (únicos) países que aumentaram o número de camas, as principais quedas e Portugal.

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Para fechar, segue o desempenho dos países que fazem parte do BRICS entre 2000 e 2009. A OCDE não tinha os dados do ano 2000 de Brasil, Índia e China. Os dados da África do Sul são de 1999 e 20008. Os dados do Brasil são do IBGE e o de Índia e China do Banco Mundial. Portugal está de intruso no gráfico.

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Knight Center oferece curso gratuito sobre jornalismo de dados

O Knight Center abriu inscrições para um curso sobre jornalismo de dados. Gratuito, o curso terá seis semanas de duração e será ministrado em espanhol pela jornalista Sandra Crucianelli, que esteve no congresso da ABRAJI de 2012 falando sobre o assunto.

No fim do ano passado, também pelo Knight Center, fiz o curso Introdução à Infografia e à Visualização de Dados, com Alberto Cairo. O material disponibilizado era excelente (muitos vídeos e textos) e os debates nos fóruns intermináveis, mas sempre enriquecedores. Se este curso seguir na mesma linha será imperdível. No blog da Crucianelli há uma série de vídeos sobre jornalismo de dados. Segue o primeiro:

Guardian lança livro sobre jornalismo de dados

Simon Rogers, editor do Datablog, publicou recentemente um livro que conta como o jornalismo de dados está sendo utilizado no Guardian, Facts are Sacred. Em meados de 2011, comprei um e-book do Rogers exatamente sobre esse tema, chamado Facts are Sacred: The power of data. Perguntei para ele se era uma nova edição. Ele respondeu que não. Ainda assim, acredito que alguns temas do livro de 2011 serão retomados: o escândalo das despesas dos deputados do Parlamento, os gastos do governo britânico entre 2010/11, os tumultos na Inglaterra em 2011, e, evidentemente, os vazamentos de informações sobre a Guerra do Afeganistão e a Guera do Iraque. Todavia, é esperar sair este novo livro em versão digital para conferir. Diferentemente do primeiro, este é ricamente ilustrado.

Para promover o lançamento do livro foram produzidos três vídeos sobre dados no Guardian: What is data journalism at the Guardian?, History of Data Journalism at The Guardian e Data journalism in action: the London Olympics. Segue o primeiro:

Infográfico reúne a demanda profissional de 30 países pelo mundo

Semana passada a BBC publicou uma matéria reunindo as 20 profissões mais requisitadas em 30 países. O Brasil, por exemplo, precisa de profissionais de TI e engenheiros. Olhando os dados que a BBC disponibilizou para baixar, apenas um país procura jornalistas: Noruega.

O método utilizado para apresentar a informação lembra muito o do Peoplemovin, que comentei aqui.

Os 20 profissionais estrangeiros mais procurados