Morte ao Jornalismo de Dados, vida longa ao Jornalismo

Muito boa a frase final do Ezra Klein no vídeo promocional do lançamento do Google News Lab:

Saberemos que fizemos um bom trabalho quando as pessoas deixarem de usar este termo. Quando o Jornalismo de Dados for tão constante que será chamado apenas Jornalismo, como sempre foi e como sempre deve ser.

Vai na linha do que David Leonhardt diz no seu artigo Death to ‘Data Journalism’:

Data journalism, ultimately, has the same aim as ‘quote journalism’ and ‘anecdote journalism.’ They all aspire to be ‘fact journalism’ or, more eloquently, journalism.

Nada de novo, mas certas coisas é sempre bom recordar.

Ainda sobre Google e dados: o Google Trends foi recentemente reformulado e agora permite coletar dados em tempo real. Aguardo a versão repaginada do Fusion Tables para aposentar Tableau, Datawrapper e afins.

Ceará tem a maior queda na mortalidade infantil do Brasil, aponta IBGE

A mortalidade infantil no Ceará caiu de 111,5 por mil nascidos vivos, em 1980, para 19,7 por mil, em 2010, o que representa queda de 82,33%. Esse número representa a maior queda na mortalidade infantil entre todas as Unidades da Federação, de acordo com os dados do Tábuas de Mortalidade 2010, divulgado nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda cearense é superior à média nacional, de 75,8%. Não há dados referentes ao Tocantins.

Em 3 décadas, Ceará tem a 5ª maior alta na expectativa de vida entre as UF; CE tem a 3ª melhor expectativa de vida do Norte-Nordeste

A expectativa de vida no Ceará aumentou de 58,96 anos, em 1980, para 72,4 anos, em 2010, um acréscimo de 13,44 anos. Esse é o quinto maior crescimento na expectativa de vida entre as 27 Unidades da Federação, de acordo com os dados do Tábuas de Mortalidade 2010, divulgado nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na frente do Ceará, 4 outros estados do Nordeste: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, respectivamente. Não há dados referentes ao Tocantins.

De acordo com a Tábuas de Mortalidade 2010, o Ceará tem a terceira melhor expectativa de vida do Norte-Nordeste.

Em 30 anos, a expectativa de vida entre as mulheres cresceu 14,38 anos, enquanto entre os homens a subida foi de 12,48.

Fortaleza tem a pior evolução no IDHM entre todos os municípios cearenses

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgou na segunda-feira (29) o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) das cidades brasileiras. O IDHM vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano; quanto mais próximo de um, melhor. O Pnud classifica como “muito alto desenvolvimento humano” índices entre 0,8 e 1. A seguir a classificação com as maiores (e as menores) evoluções entre os municípios do Ceará em Educação, Renda, Longevidade e o IDHM geral, que leva em consideração as categorias anteriores.

Dona do melhor IDHM do estado, Fortaleza viu a diferença para os demais municípios do Ceará cair consideravelmente nos últimos 20 anos. A capital do estado teve a pior evolução no IDHM, crescendo 38%, de 0,546 para 0,754. Em 1991, Fortaleza tinha o único IDHM considerado “baixo” (0,5 a 0,599), todos os demais 183 municípios eram classificados como “muito baixo” (0 a 0,499). Em 2010, todavia, quatro cidades figuravam na categoria IDHM “alto” (0,7 a 0,799): Fortaleza, Sobral, Crato e Eusébio. 131 cidades possuem IDHM considerado “médio” e 49, “baixo”. Nenhum município cearense fica na faixa do “muito baixo”.

Graça obteve o maior crescimento nesses 20 anos, fulgurosos 282%, saltando da última colocação para a 176ª. Ou seja, agora Graça tem o nono pior IDHM do Ceará. Um dos municípios que conseguiu subir mais colocações no IDHM foi Jijoca de Jericoacoara, da 181ª para a 23ª posição.

Fortaleza também aparece na última colocação entre os 184 municípios cearenses no IDHM Educação. A variação de IDHM foi de 89%. Ipaporanga foi a cidade que mais evoluiu, 2711%.

Fortaleza se recupera no IDHM Renda e sobe para a penúltima posição, com evolução de 15%. Pacujá fica na lanterna com 4%. Entre 1991 e 2010, Tarrafas registrou um crescimento de 91% na renda média mensal por pessoa.

Mas é no IDHM Longevidade que Fortaleza sai da rabeira. A capital aparece na 166ª colocação, com evolução de 20%. Umari registrou o maior crescimento no quesito esperança de vida ao nascer: 54%.

Ceará tem o melhor IDH Educação do Nordeste

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgou nesta segunda-feira (29) o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) das cidades brasileiras (veja o IDH de todos os municípios do Ceará). O IDHM vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano; quanto mais próximo de um, melhor. A seguir os resultados do Ceará em Educação, Renda, Longevidade e o IDHM geral, que leva em consideração as categorias anteriores. O Pnud classifica como “muito alto desenvolvimento humano” índices entre 0,8 e 1.

Nenhum estado brasileiro foi classificado com IDH “muito baixo” (0 a 0,499) ou “baixo” (0,5 a 0,599). Os estados com cores amarelas tiveram avaliação “média”; os verdes, “alta”.

A renda média mensal por pessoa, o IDH Renda, do Ceará é o quinto pior do país, R$ 460,63. Distrito Federal possui a melhor: R$ 1715,11; Maranhão, a pior: R$ 360,34. Os valores são de 2010.

Com índice 0,793, o Ceará tem seu o melhor desempenho no IDH no quesito Longevidade.

O IDH Educação é, de longe, onde as unidades da federação vão pior. Ninguém atingiu 0,8 (“muito alto”) e 12 UF tiveram um IDH considerado “baixo”. O Ceará obteve o melhor resultado entre os estados do Nordeste e foi o único a superar a marca de 0,6 (“médio”).

Consumo de maconha no Brasil triplicou em seis anos; o de cocaína duplicou

De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas 2013 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), em 2011, 8,8% dos brasileiros com idade entre 16 e 64 anos consumiam maconha, ante 2,6% da população em 2005. O consumo de cocaína também cresceu: 1,75%, entre as pessoas com 16 e 64 anos, em 2011, enquanto que em 2005 era 0,7% da população.

Infelizmente os dados não são todos do mesmo ano nem os grupos entrevistados são da mesma faixa etária. Os dados de cocaína, por exemplo, trazem números do Paraguai de 2003, enquanto que os do Brasil, Uruguai e Venezuela são de 2011. A faixa etária utilizada por Argentina, Colômbia, Peru e Equador é dos 12 aos 65 anos de idade. No Brasil, dos 16 aos 64 anos.

Mesmo com o forte crescimento no consumo de cocaína no Brasil, o Uruguai ainda é o maior consumidor do Mercosul, com 2,1% da população fazendo uso da droga.

O consumo de maconha caiu na Argentina (de 6,9 para 3,2) e no Chile (6,7 para 4,88), mas cresceu na Venezuela (0,85 para 1,66), na Colômbia (1,9 para 2,3) no Uruguai (5,6 para 8,3) e no Brasil (2,6 para 8,8), que assumiu a liderança no consumo da droga no Mercosul.

Rota de fuga dos portugueses: gráficos sobre migração

Semana passada a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o relatório “Panorama da Migração Internacional 2013” com dados de 2001 a 2011 dos países-membros. Diferentemente de outros estudos, dessa vez eles não incluíram países convidados como Brasil, China, Índia e África do Sul.

No tópico dedicado a Portugal, a OCDE diz cerca de 44 mil pessoas deixaram o país em 2011, frente a 23 mil no ano anterior. Infelizmente não há dados sobre os destinos mais procurados por cada país. Só é possível ter essa informação quando o destino é um dos países-membros da OCDE. Dessa forma, a França foi o destino preferido entre os portugueses que decidiram se nacionalizar em outro país em 2011. Quando olhamos os pedidos de nacionalização dos últimos onze anos, todavia, percebemos que os fluxos migratórios estão mudando: cada vez mais portugueses procuram Suíça, Luxemburgo e Espanha como nova pátria.

A OCDE faz uma distinção entre foreign-born population e foreign population. Confesso que fiquei confuso com a definição de cada um dos termos. No primeiro grupo estão “estrangeiros da primeira geração que migraram para outro país”, enquanto que no segundo se situam as “pessoas que se mudaram para outro país e que não renunciaram sua cidadania, e segundas e terceiras gerações filhas desses imigrantes”. Pensei que o 2º grupo englobava o 1º, mas não. Depois achei que no primeiro grupo estão as pessoas que moram no exterior com um visto de longo período (estudo, emprego); e no segundo, quem decidiu se mudar de vez para o novo país, mas não se nacionalizou. Mas essa leitura vai bem além da curta definição OCDE.

Enfim, espero você tenha tido mais sorte em entender a diferença entre os grupos. Entre os destinos preferidos entre os países-membros daqueles que nasceram em Portugal – foreign-born population – só um não é europeu: o Canadá. Portugueses são a maior comunidade de foreign-born population em Luxemburgo.

Entre a foreign population, Portugal é a maior comunidade na França e em Luxemburgo.

Imigração

No caminho inverso, mesmo com a crise a imigração no país cresceu em 2011.

Em 2010, Brasil e Cabo Verde lideraram os pedidos de nacionalização portuguesa.

Em 2011, o número total de novas emissões de residência em Portugal caiu 2%. Brasil é responsável por 25% do total de pedidos.